sexta-feira, 31 de julho de 2009

O sonho

Ela e suas histórias de sonhos reais. Eram tão reais que nem parecia um sonho. Havia tato, sentimento e encontros. Sonhou, amou, acordou, chorou.
Era um dia de festa em que os dois andavam juntos pela casa. Sempre juntos, conversavam sobre todas as coisas, exceto aquela que era o sonho, sempre rindo e rodeados de amigos e familiares, riam e olhavam-se.
Parecia que todos estavam a espera de um acontecimento. Aquele sentimento da espera do proximo ano nos ultimos minutos, a contagem regressiva para o novo. Ela também esperava, mais do que todos ali pareciam estar ansiosos, o peito pulsava forte, o sorriso sempre no rosto, os olhos bem espertos.
A história deles vem de uma amizade imposta. Exstiam muitas coisas em comum entre eles que ela descobriu, tão próximos mas tão distantes, eram quase almas gemeas. Falo "quase" porque é como atingir o infinito , nunca chega , nunca se encontra.
Voltando à casa e às expectativas de todos, inclusive dela, de maos dadas e rindo ele aproximou-se dela e de repente ela sentiu que seus labios se encontravam numa continuidade infinita e os sentimentos se encontraram ali, naquele momento. Acordou e o peito pulsava mais forte ainda, querendo voltar.

sábado, 25 de julho de 2009

Fugas

Por que sempre tenho que começar dizendo que não sei? Hoje estou vazia, não tenho o outro "eu" nem tenho chocolate! Ela não está aqui, transcende para seu mistério, lá é como nas nuvens, macio e abstrato. Sente, sente que o coração pulsa acelerado como se algo o empurrasse , algo que quer gritar mas é mudo.
Somos a constituição dos contrários e dos opostos . Onde nos econtramos? Existem encontros? Tudo evapora, esmaece de sua consciencia neste momento. Agora não tem mais o que escrever. As palavras também se vão e o papel e a caneta tabmém já não se encontram mais.